26 de novembro de 2012

De tempos em tempos enlouqueço...


Estava lendo umas páginas do novo livro de José Eduardo Agualusa (Águas Lusas), quando deparei-me com tal frase: "Às vezes penso: enlouqueci". Palavras parecem como coletes salva-vidas no meio do oceano ordinário dos dias, que vivemos, sobrevivemos e esquecemos...de nós. Como é árduo viver mais esquecida dos nossos sonhos, envolvida pelo fluxo cruel da contemporaneidade. Às vezes desperto do pesadelo. Ninguém ao lado. É preciso continuar a viagem. Mas de vez em quando, permito-me sair dos trilhos, andar por outra via, na contramão da escravidão. Certo dias, lembro-me de minha natureza e enlouqueço. Assim vejo o dia mais feliz. Não há poesia nisso, apenas despertar e reencontro com a essência.

Não é fácil mesmo...


25 de novembro de 2012

Flores em Casa


Preparei o arranjo com flores que ganhei após um evento.
Até que parece foto de revista, não é?


15 de novembro de 2012

6 de novembro de 2012

Maçãs ou O Estado de Vigília ou Simplesmente para Você CG

1-Três andares, quatro apartamentos por pavimento, doze no total. Todos ocupados por gente mais para jovem do que para de mais idade. Todos tocamos parecidos, indício de que usamos a mesma maçã, seja em iPhones ou em iPads. A maçã conquista cada vez mais espaço. Em breve, meus notebooks serão substituídos por uma maçã, estou contando os dias...horas...minutos. Tocou...é meu, seu ou nosso?

2-Quando estive em Nova Iorque, era outono. Quis fazer apple picking, já que estava na época. Adorei colher  maças Macintosh - assim foi chamada um dia a Deusa da Tecnologia.

3-Pergunta: "És diurna ou noturna?" Resposta: "Nem uma coisa, nem outra. Sigo em prontidão. Durmo acordada. Em estado de vigília."

4-Você faz mágica com fotografias. Eu tiro letras da cartola. Dons...

5-Oréstia. Azul. Teatro. Gregos. Campus. Ésquilo. Junito...Brandão. Aulas. Paixões. Experimentos. Imagens nos pilotis. Tempo que não regressa. Vermelho. Aromas. Esquilos. Ana C. C. Letras. Jogos. 

6-Todos os dias eu engulo o domador. Isso é a vida!

7-Não gosto de anões, nem de palhaços. Muito circo me fez mal...

8-Para não acabar no número 7 (sete), conto a seguinte história sobre o novo iPad, que não é mentira: a tela retina possui resolução de 2.048 x 1.536 pixels a 264 pixels por polegada. Mcluhan é que estava certo: os meios como extensão do homem.

3 de novembro de 2012

O Teatro Grego e suas tragédias maravilhosas

Luiz Felipe Reis, do O Globo, escreveu no Segundo Caderno deste sábado: "Pode-se dizer que é um momento raro no cenário teatral brasileiro: Ésquilo e Sófocles, dois autores que fundaram a tragédia grega, ganham no espaço de uma semana montagens relevantes no Rio e em São Paulo(...)" 

É um momento raro. A última vez que vi isso acontecer foi no início da década de 90. Não que outras montagens não fossem relevantes ao longo do período, mas a convergência é algo digno de nota.

Outro dia estava andando no Humaitá, aonde moro, e saindo da veterinária aonde costumo levar minha cachorrinha para tomar banho dei de cara com um big display no ponto do ônibus: estampado com uma imagem azulada ORÉSTIA! Que grata surpresa. Voltei no tempo. Voltei para os tempos de graduação na PUC-Rio, tempos de Miriam Sutter Medeiros, tempos de Junito Brandão, tempos de Kakoyanis, tempos de Irene Papas. O teatro tem salvação, gente! Alguém está trazendo coisa boa para o espectador. Algo além das comédias e musicais fáceis e ridículos, indicados a prêmios por decadentes críticas de teatro. Algo além dos pretensos textos dramáticos que só nos entopem de angústias egoístas. 

O teatro grego e o teatro de Shakespeare são eternos. Passam-se os anos, e os arquétipos estão lá. Mudamos, mas somos humanos, demasiadamente humanos. 

Oréstia está na Casa de Cultura Laura Alvim e vale a pena ser vista. Leia+


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