17 de setembro de 2012

O que se conta à tarde...

durante um almoço corrido de segunda-feira? Que os olhos viram arte no domingo, no cais do porto, em galpões de armazém abandonados. Que olhos captaram com detalhes artesanias alheias que não se conhecia para utilizar no próximo trabalho - oficina para o projeto de vida. Um amor afunda na baía. Outro desponta na rua. No prato, a guerra entre os talheres e as mãos. A rua de Ipanema capta a atenção, ou será desculpa para vislumbrar um sonho que não está ali, quem sabe uma angústia guardada. Silenciosa, avisto a tela líquida do dispositivo. Você também. Trocamos informações. Nos desculpamos por outras. Projetos adiados. Ideias desenhadas no ar. Há tempos percebo algo, que só seria avistado pela gaivota em vôo de sobrevivência - ela precisa se alimentar e com uma precisão cirúrgica fisga o ser marinho, pesca! A pergunta aparece curiosa, não se intimida, desfila na rua como folião no carnaval: "de onde vem..." A resposta surge na curva, em galopes na pista de areia, disputa, cabeça a cabeça, entre a dor de um sofrimento e a coragem de uma decisão. Ela vence! Coragem. Abro meu caderno interior, lá fica guardado o segredo de uma dor. Tento devolver a esperança em forma de origami. Palavras correm, está na hora. Eu gostaria de ter dito a você: "és forte e tens coragem para abrir esse coração". Quantas vezes estamos com nossos amigos e perdemos a oportunidade de dizer a eles: "obrigada por confiar em mim".

14 de setembro de 2012

Lançamento da VBrand - empresa de branded content

Segundo pesquisa da CISCO 2012, até 2015, mais de 75% do conteúdo consumido no Brasil será no formato de vídeo. Assim surge a VBrand, agência especializada em estratégia e conteúdo em vídeo multi-plataforma para empresas (branded content). A agênia conta com uma parceria estratégica para projetos especiais e internacionais com a produtora in-house do Google UK em Londres. A "Across the Pond Productions" (ATP) desenvolve projetos de conteúdo online para os produtos do Google e YouTube EMEA.

Tive a oportunidade de ir ao lançamento da VBrande hoje e gostei muito da qualidade do conteúdo. As apresentações, da equipe brasileira e da inglesa ATP foram surpreendentes, assim como o pocket lamp oferecido - foram colocados no braço das poltronas do Kinoplex Leblon. iluminando a bolsinha com os demais brindes institucionais. Veio nessa bolsa a mídia institucional com apresentação, vídeos e dados do mercado. Visitem o site da VBrande e conheçam o serviço. Sem dúvida, uma agência que fará diferença no mercado. Em tempo, a VBrand faz parte do grupo In Press / Porter Novelli.

9 de setembro de 2012

Sol, bom humor e ficção

É inverno ainda. Primavera será daqui a 14 dias. Amanhece um dia de pleno Verão...calor. Mesmo para meu gosto pelo sol, hoje será melhor andar à sombra. Desço e vislumbro a rua como destino. Tomar um ônibus será mais rápido, já que o horário está marcado. Fuga para o ar-condicionado. Uma dor-de-cabeça me espeta a nuca, desde a madrugada. Não há Neosaldina que chegue. Se fosse um coelho, pediria um golpe de misericórdia para acabar com a dor, mas não sou um coelho. Talvez seja fome. Hora do pequeno almoço, afinal, são 11h.  Encontro a amiga, me conta as novidades do seu livro recém-lançado. Está feliz e isso me basta para ter o dia feliz também. Felicidade deveria ser mais contagiosa do que o medo, o rancor, os males da vida. Uma amiga da minha amiga nos encontra no café - confesso que o destino reserva para  L encontros sempre interessantes. A amiga da amiga está com outra amiga, uma escritora que ainda não li, mas cujos livros conheço e já passaram por minhas vistas. Chamo isso de momento auspicioso. O mundo é um moinho e o Rio de Janeiro quase um balneário do mundo. Pensamos no mesmo: vamos andar na praia depois do café. Antes, vamos deixar uma encomenda num prédio elegante na Delfin Moreira. A partir dos 40, vivemos e trabalhamos ao mesmo tempo. Fazer dinheiro e felicidade é uma meta. Infelizmente, alguns pares tornam-se ímpares...é a vida. Passamos na livraria grande e famosa, conheço um dos poucos livreiros, acredito que seja o único de toda aquela rede, seu nome é A. Estudou ser livreiro na Alemanha e respeito muito o título, que ele não exibe, apesar de ter todas as chancelas. Apresento L e mostro o livro dela que está na pilha dos lançamentos.Elegantemente ele tira uma pilha mais da frente e no lugar coloca a pilha dos livros de L. A é muito elegante e diplomático. Todo livreiro deveria ser. Deixo-os conversando um pouco. Eu olho para os lados e namoro as outras pilhas cheias de novidades. A tentação de fazer outra pilha passa quando lembro da minha pilha de casa. Damos uma voltinha pelos CDs e DVDs. O frescor do ar-condicionado da livraria nos prepara para a reta final da andança do dia: a Lagoa. L já está escrevendo o próximo livro, me conta a sinopse. Será um excelente livro, melhor do que o primeiro. Penso isso e falo. Falo de verdade, não da boca para fora. Falamos da vida, dos amores, do dinheiro, dos trabalhos, dos nossos cães. Nos despedimos. Na esquina de casa, entro na lanchonete e peço um suco de melancia. Antigamente, muito antigamente, domingo era dia triste. Hoje, domingo é sol, bom humor e ficção.

3 de setembro de 2012

O hábito de fotografar (1)

Estava com Cris Ramos caminhando do Anhembi de volta para o hotel, finalizando mais um dia de trabalho na 22ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo, conversando sobre o hábito de fotografar: hoje tiramos foto de tudo, somos visuais. Minha mãe fotografava muito bem com sua Canon mecânica, ajustando ASA, velocidades e outros recursos das câmeras com as quais nunca tive familiaridade. Aliás, eu não tinha intimidade alguma com a máquina de fotografar, nem na frente e nem por trás das câmeras - fugia sempre, bicho do mato que eu era. Antigamente as câmeras eram muito caras e seu manuseio requeria conhecimento técnico. Passamos a ter pouco contato com essa linguagem...visual. Atualmente, os modelos de câmeras d-i-g-i-t-a-i-s, diga-se de passagem, espalham-se tão fácil quanto modelos de celulares com a mesma ferramenta. Hoje todos fotografamos. Hoje todos somos fotógrafos...com mais ou menos qualidade - tudo depende de quem vê. No dia seguinte, após o breakfast, passei no Business Center do hotel para fazer a leitura dinâmica da Folha de São Paulo, de repente deparei-me com o artigo de Luli Radfaher intitulado "Todos devem fotografar". Nossa, caiu como uma luva para um dia após nossa conversa. Escreve Luli: "Até a metade do século passado a comunicação era quase só verbal. Fazer e consumir imagens era reservado a experiências místicas ou a privilegiados, normalmente na forma de arte." Convido todos a lerem o artigo pois assim podemos também nos educar para a leitura do mundo que está em nossa frente e que muitas vezes não enxergamos. Fotografar faz parte de um olhar educado.