3 de novembro de 2012

O Teatro Grego e suas tragédias maravilhosas

Luiz Felipe Reis, do O Globo, escreveu no Segundo Caderno deste sábado: "Pode-se dizer que é um momento raro no cenário teatral brasileiro: Ésquilo e Sófocles, dois autores que fundaram a tragédia grega, ganham no espaço de uma semana montagens relevantes no Rio e em São Paulo(...)" 

É um momento raro. A última vez que vi isso acontecer foi no início da década de 90. Não que outras montagens não fossem relevantes ao longo do período, mas a convergência é algo digno de nota.

Outro dia estava andando no Humaitá, aonde moro, e saindo da veterinária aonde costumo levar minha cachorrinha para tomar banho dei de cara com um big display no ponto do ônibus: estampado com uma imagem azulada ORÉSTIA! Que grata surpresa. Voltei no tempo. Voltei para os tempos de graduação na PUC-Rio, tempos de Miriam Sutter Medeiros, tempos de Junito Brandão, tempos de Kakoyanis, tempos de Irene Papas. O teatro tem salvação, gente! Alguém está trazendo coisa boa para o espectador. Algo além das comédias e musicais fáceis e ridículos, indicados a prêmios por decadentes críticas de teatro. Algo além dos pretensos textos dramáticos que só nos entopem de angústias egoístas. 

O teatro grego e o teatro de Shakespeare são eternos. Passam-se os anos, e os arquétipos estão lá. Mudamos, mas somos humanos, demasiadamente humanos. 

Oréstia está na Casa de Cultura Laura Alvim e vale a pena ser vista. Leia+


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