1 de outubro de 2012

Sair do comum. Ser com Sal

Primeiro: Sal é algo que sempre me chama a atenção. Primeiro, pelo gosto. Segundo, pelas cores - sim, hoje o sal tem cor, coisa que antigamente não existia. Terceiro, sal é sal! Sair do comum é ser com sal, é ter personalidade, ter sabor, verve. Um dos meus hábitos mais recentes é experimentar diferentes tipos de sal. Digamos que essas experiências, na verdade, nos sequestram do comum e nos levam para um mundo mais divertido, criativo, mais alegre. Alegrar o espírito é um talento.

Segundo: Encontrei C. na sexta-feira. Fomos tomar um drink e comer algo. Tirei da bolsa o sal vermelho que comprei para dar de presente. Vermelho, cor da paixão, cor da vida, do sangue. Para mim, vermelho é uma cor de alegria, felicidade. Sal vermelho: o máximo do incomum e com particularidade. C. me contou certa vez que tem somente duas panelas. Humm, quem sabe o sal faz a família da kitchen crescer? Neste fim-de-semana, além do sal vermelho, vi que C. levou para a cozinha o azeite trufado. Será que em breve sai um jantar? Há certos toques mágicos que provocamos na vida dos outros que satisfazem o coração, de graça, sem retornos ou segundas intenções. Tão bom fazer esse carinho nos amigos, cada vez mais raros hoje em dia. 

Terceiro: Domingo foi dia de almoço fora. O céu estava lindo, azul de brigadeiro - não brigadeiro doce. Sob o sol, almoçamos, confortavelmente, saciando nossas fomes, enquanto o povo se preparava para o FlaxFlu. Compassadamente, falamos sobre o hóspede, sobre os negócios, sobre os projetos, sobre o sol, sobre pessoas, sobre nossas realidades íntimas. Desta vez os dispositivos móveis não compareceram ao almoço. Mapeamos o mundo na mesa, falamos das viagens - aquelas feitas e as que ainda nos aguardam. Guardo nas páginas do livro da vida a imagem dos olhos brilhantes, mais corajosos, mais sagazes - estão se transformando em olhos de leão, de um verde dourado. Vou montando um móbile de Calder, com as peças que surgem a cada dia: negras, vermelhas, amarelas, azuis, roxas, verdes, brancas. Formas abstratas, animais desconhecidos, peixes, seres voadores. E não é assim que vemos o outro, a nós? Sem cores e formas a vida fica sem graça, fica sem sal...e sem açucar :D 

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