17 de setembro de 2012

O que se conta à tarde...

durante um almoço corrido de segunda-feira? Que os olhos viram arte no domingo, no cais do porto, em galpões de armazém abandonados. Que olhos captaram com detalhes artesanias alheias que não se conhecia para utilizar no próximo trabalho - oficina para o projeto de vida. Um amor afunda na baía. Outro desponta na rua. No prato, a guerra entre os talheres e as mãos. A rua de Ipanema capta a atenção, ou será desculpa para vislumbrar um sonho que não está ali, quem sabe uma angústia guardada. Silenciosa, avisto a tela líquida do dispositivo. Você também. Trocamos informações. Nos desculpamos por outras. Projetos adiados. Ideias desenhadas no ar. Há tempos percebo algo, que só seria avistado pela gaivota em vôo de sobrevivência - ela precisa se alimentar e com uma precisão cirúrgica fisga o ser marinho, pesca! A pergunta aparece curiosa, não se intimida, desfila na rua como folião no carnaval: "de onde vem..." A resposta surge na curva, em galopes na pista de areia, disputa, cabeça a cabeça, entre a dor de um sofrimento e a coragem de uma decisão. Ela vence! Coragem. Abro meu caderno interior, lá fica guardado o segredo de uma dor. Tento devolver a esperança em forma de origami. Palavras correm, está na hora. Eu gostaria de ter dito a você: "és forte e tens coragem para abrir esse coração". Quantas vezes estamos com nossos amigos e perdemos a oportunidade de dizer a eles: "obrigada por confiar em mim".

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