27 de abril de 2012

De Pina a Pina Bausch



Wim Wenders, cineasta alemão, que em forma de imagens expressa a música em forma de corpos, que bailam a narrativa. O corpo de bailarinos formam a alma do corpo de Pina Bausch. Pina que não é colada, mas o seu sentir cola os nossos olhos na alteridade outra, que nos revela ritmicamente os passos nem sempre cadenciadas da sua alma. O diretor evita a sua imagem concreta, prefere que os espectadores-leitores o façam por si mesmos, dentro de possibilidades infinitamente íntimas. Bailes de corpos que não se envolvem por cadeiras, por objetos, ou os que tenham forma, a única forma é a do sentido que revela o universo reverso do apresentar-se.

Texto de Cláudia Veras sobre o filme Pina 3D.

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