25 de abril de 2012

Cosmópolis (2)

Na semana passada, postei num dos meus blogs o trailer da adaptação do livro Cosmópolis, de Don Delillo. Li o romance americano no ano em que foi lançado, 2000, e sempre me chamou a atenção a história de um dia na vida de um jovem especulador da bolsa de valores, bem sucedido diga-se de passagem. Em 24 horas, a vida de Eric muda de ponta à cabeça. Isso me assusta: a viva roda da fortuna; talvez pelo fato de eu ser assumidamente uma pessoa controladora. Mas quem não terá medo das mudanças radicais possíveis de acontecer em nossas vidas, muitas vezes sem aviso, sem telegramas ou notas de antecipação? O inesperado! Conforme passam os anos, o inesperado bate à nossa porta, todos os dias, e precisamos nos adaptar a isso para viver. Nos adaptamos, ou tentamos, dependendo da realidade de vida de cada um de nós. Quero reler este livro, pois ele continua com uma força atual: as crises capitalistas aumentaram. Estamos no Brasil, um dos BRICs, mas estamos num mundo em crise. Nós estamos em crise. Ao abri-lo hoje, reencontrei as notas de protesto do 11 de Setembro que recebi de um americano para distribuir aqui no Brasil. Depois do 11 de setembro o mundo não foi mais o mesmo. O livro em breve estréia nas telas. Assistam! Quanto mais estivermos por dentro da realidade melhor. Ou não? Será que a ignorância nos dá um certo conforto? Há quem pense que sim. 

Trecho da sinopse do livro (texto da Companhia das Letras): No decorrer do dia, as certezas e os valores de Eric se mostram vazios e sua vida entra em colapso. O empresário perde mais e mais dinheiro - e também toda a fortuna de Elise -, até que o sistema financeiro global é arrastado para uma grave crise. A história revela mais do que a falta de sentido de uma existência individual: ela aponta para o caráter perigosamente ilusório das bases que sustentam o mundo contemporâneo. + detalhes do livro.

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