31 de dezembro de 2012

Um Ano Novo

Repleto de vitórias, paixões, saúde, compaixão, solidariedade e projetos!
A cada dia, mais justiça, alegrias, realizações!


17 de dezembro de 2012

A vida muitas vezes é para trapezistas...


Quando criança, meus pais me levavam muito ao circo. Algumas memórias são maravilhosas, como a do show dos trapezistas. Outras já não: palhaços, anões, animais em circo... Muitas vezes, somos trapezistas, pulando de um lado para outro tentando apresentar o melhor espetáculo da Terra. 

(Foto de Raymond Voinquel. From Trapeze, 1956 Carol Reed film - via Pinterest)

9 de dezembro de 2012

Na Bolsa

iPad, goma de mascar, lenço, óculos...
Corretor para os olhos, chaves de casa, remédio para dores de cabeça...
Contas para pagar, dinheiro...
E outros segredos.

8 de dezembro de 2012

Suite para os Observadores do Mundo

Não há hora, nem minuto. A todo tempo somos observadores. Não podendo esquecer de que também somos observados. 

1-O mundo vai acabar. O mundo não vai acabar - garante a NASA.

2-Enquanto alguns dormem, outros mantem-se despertos - não tomam remédios.

3-Penso, logo me desespero. A consciência atropela brutalmente a ignorância feliz.

4-Não revelamos nossos segredos amiúde. Ficam à espreita. Quando viramos a esquina, kabum, eles no pregam uma peça.

5-Vejo o mundo, logo sei...ele é cruel.

6-Uns morrem. Outros tantos nascem. Raros são os talentosos.

7-Uns morrem. Outros nascem. Poucos renascem.

8- Para não acabar em 7, que número de mentiroso pode ser, relembro Guimarães Rosa: Viver é negócio muito perigoso (Grande Sertão Veredas).

Imagem utilizada: Belle Epoque - Cecilia Negri

1 de dezembro de 2012

26 de novembro de 2012

De tempos em tempos enlouqueço...


Estava lendo umas páginas do novo livro de José Eduardo Agualusa (Águas Lusas), quando deparei-me com tal frase: "Às vezes penso: enlouqueci". Palavras parecem como coletes salva-vidas no meio do oceano ordinário dos dias, que vivemos, sobrevivemos e esquecemos...de nós. Como é árduo viver mais esquecida dos nossos sonhos, envolvida pelo fluxo cruel da contemporaneidade. Às vezes desperto do pesadelo. Ninguém ao lado. É preciso continuar a viagem. Mas de vez em quando, permito-me sair dos trilhos, andar por outra via, na contramão da escravidão. Certo dias, lembro-me de minha natureza e enlouqueço. Assim vejo o dia mais feliz. Não há poesia nisso, apenas despertar e reencontro com a essência.

Não é fácil mesmo...


25 de novembro de 2012

Flores em Casa


Preparei o arranjo com flores que ganhei após um evento.
Até que parece foto de revista, não é?


15 de novembro de 2012

6 de novembro de 2012

Maçãs ou O Estado de Vigília ou Simplesmente para Você CG

1-Três andares, quatro apartamentos por pavimento, doze no total. Todos ocupados por gente mais para jovem do que para de mais idade. Todos tocamos parecidos, indício de que usamos a mesma maçã, seja em iPhones ou em iPads. A maçã conquista cada vez mais espaço. Em breve, meus notebooks serão substituídos por uma maçã, estou contando os dias...horas...minutos. Tocou...é meu, seu ou nosso?

2-Quando estive em Nova Iorque, era outono. Quis fazer apple picking, já que estava na época. Adorei colher  maças Macintosh - assim foi chamada um dia a Deusa da Tecnologia.

3-Pergunta: "És diurna ou noturna?" Resposta: "Nem uma coisa, nem outra. Sigo em prontidão. Durmo acordada. Em estado de vigília."

4-Você faz mágica com fotografias. Eu tiro letras da cartola. Dons...

5-Oréstia. Azul. Teatro. Gregos. Campus. Ésquilo. Junito...Brandão. Aulas. Paixões. Experimentos. Imagens nos pilotis. Tempo que não regressa. Vermelho. Aromas. Esquilos. Ana C. C. Letras. Jogos. 

6-Todos os dias eu engulo o domador. Isso é a vida!

7-Não gosto de anões, nem de palhaços. Muito circo me fez mal...

8-Para não acabar no número 7 (sete), conto a seguinte história sobre o novo iPad, que não é mentira: a tela retina possui resolução de 2.048 x 1.536 pixels a 264 pixels por polegada. Mcluhan é que estava certo: os meios como extensão do homem.

3 de novembro de 2012

O Teatro Grego e suas tragédias maravilhosas

Luiz Felipe Reis, do O Globo, escreveu no Segundo Caderno deste sábado: "Pode-se dizer que é um momento raro no cenário teatral brasileiro: Ésquilo e Sófocles, dois autores que fundaram a tragédia grega, ganham no espaço de uma semana montagens relevantes no Rio e em São Paulo(...)" 

É um momento raro. A última vez que vi isso acontecer foi no início da década de 90. Não que outras montagens não fossem relevantes ao longo do período, mas a convergência é algo digno de nota.

Outro dia estava andando no Humaitá, aonde moro, e saindo da veterinária aonde costumo levar minha cachorrinha para tomar banho dei de cara com um big display no ponto do ônibus: estampado com uma imagem azulada ORÉSTIA! Que grata surpresa. Voltei no tempo. Voltei para os tempos de graduação na PUC-Rio, tempos de Miriam Sutter Medeiros, tempos de Junito Brandão, tempos de Kakoyanis, tempos de Irene Papas. O teatro tem salvação, gente! Alguém está trazendo coisa boa para o espectador. Algo além das comédias e musicais fáceis e ridículos, indicados a prêmios por decadentes críticas de teatro. Algo além dos pretensos textos dramáticos que só nos entopem de angústias egoístas. 

O teatro grego e o teatro de Shakespeare são eternos. Passam-se os anos, e os arquétipos estão lá. Mudamos, mas somos humanos, demasiadamente humanos. 

Oréstia está na Casa de Cultura Laura Alvim e vale a pena ser vista. Leia+


Laika: primeiro ser vivo a orbitar no espaço



22 de outubro de 2012

Cada um com o seu terroir...


Somos, cada um de nós, um terroir. No mundo dos vinhos, o terroir pode englobar também o conceito dos vinhos que se opõe a tudo o que é uniformização, padronização,estandardização e é convergente ao natural, ao que tem origem, ao que é original, ao típico, ao que tem caráter distintivo e ao que é característico. Vinhos que se opõe a tudo que não possui identidade, a tudo que não está em harmonia ao solo, sua estrutura, sua exposição ao sol, vento e chuva, sua orientação geográfica, sua topografia, o clima, e o micro-clima que lhe está associado. Alguns vinhos são pobres, outros são nobres, carregam em si o gosto da terra, de suas colinas, de suas frutas, de sua história, de sua identidade.

Provo um vinho e em minha boca surgem histórias de aridez, de conservação, de sobrevivência, gostos amadeirados, de trufas, de frutas, de chocolates, baunilha. Surgem histórias de amores e decepções. Tempos de guerra e de paz, glória e queda. Em sua junção com o alimento, o enredo enriquece, a história se prolonga, vira romance. Alguns conhecidos não sentem o seu terroir, não vivem o seu terroir, curvam-se ao igual. Em minha família, sempre fomos diferentes. Herdamos o terroir de tempos antigos, tempos de outra gente, de outra geografia, de outros valores, códigos.  Antigo e novo continente - mistura espetacular de tradições e novas construções. Envelhecemos e ficamos melhores, resistentes, com gostos particulares, bem vividos em meio às adversidades do tempo.Com o tempo, vamos amadurecendo nosso savoir-faire.

14 de outubro de 2012

Casa Cor 2012: 4 pavimentos de puro bom gosto

casacor2012_nelidacapela
Uma série de eventos em outubro está abrilhantando a cidade do Rio de Janeiro. Apesar das mazelas, temos a estrela da sorte que acompanha as pessoas empreendedoras que divulgam nossa beleza. Ouvi dizer durante a semana: "a Casa Cor Rio de Janeiro 2012 superou todas. Está linda!".  Gente, confesso que desconfiei. Mas tive a oportunidade de ser convidada para visitar a Casa  do Estudante e ver com os meus olhos se os elogios eram verdadeiros. 

É tudo verdade. Está tão linda a edição 2012 que ficou difícil escolher a foto para ilustrar a postagem. Alguns espaços me encantaram: o corredor da Joana César, o Home Office de Ana Lila Denton e A. Juarez Farias Jr., o Cocktail Bar de Paola Ribeiro, o ambiente de cores e pallets da Click Interiores, o Apartamento Carioca de Alexandre Lobo e Fábio Cardoso, fotos diversas nos corredores, os elevadores, ufa,  a lista é interminável. São 4 andares de puro bom gosto. Não há espaço para dizer "este não ficou bom" pois tudo ficou muito muito bom. A seleção de arquitetos, cores, estilos, ideias...não vou falar mais nada, o negócio é visitar. Em tempo, o Armazém Sebrae está com lindas peças para venda feitas por artesãos do Rio de Janeiro - uma exposição e tanto! A Casa Cor Rio de Janeiro 2012 está ocupando a Casa do Estudante, que fica Avenida Rui Barbosa. Acesse o site aqui e veja o serviço, não perca essa edição!

10 de outubro de 2012

O que Neve me diria se pudesse falar (1)

Quem me conhece sabe que religiosamente saio com a Neve duas vezes por dia. Sairia três vezes, se tivesse mais tempo. Assim como nós, cães precisam, para além das suas necessidades, sair para encontrar os amigos, para não deprimir, para ver as novidades, para ver a paisagem, para conversar. Na verdade, nesses nossos passeios, acho que eu mais converso do que a Neve. Fico conversando comigo mesma, e com ela, sobre o trabalho, sobre a sobrevivência, sobre as experiências que não deram certo, sobre as pessoas que habitaram minha casa e que ela conheceu. Converso com Neve sobre nossos respectivos semelhantes que não encontraram a sua sorte, aqueles que estão abandonados e que vemos todos os dias nas ruas. A tristeza da nossa impotência... Recentemente, um dos assuntos recorrentes tem sido as perdas: perdemos pessoas queridas, pessoas que conhecemos perdem seus familiares, perdem seus pertences, perdem seus afetos...isso tudo gera tristeza. Chego à conclusão que apesar de tantas perdas, a vida nos dá muito - em geral deletamos o sentimento de gratidão, cobramos sempre. Da vida, ganhamos e perdemos todos os dias. Nascemos sabendo que vamos perder. Manter dá trabalho e é preciso muita coragem, muita luta. Será isso a sobrevivência: a luta para manter? Olho para Neve enquanto penso essas coisas todas. Neve olha para mim, com seu olhar de paisagem. Fico imaginando o que passa nessa cabecinha. Talvez ela pense assim: "Um dia eu nasci. Um dia tive pais. Um dia eu tive uma família, uma casa. Num dia, eu estava amarrada a um poste, no meio do nada. Tinha sido abandonada, perdido tudo. Depois de dois dias, eu passei a ter uma outra vida. Eu passei a ter uma família grande de pessoas e outros animais que eu nunca tinha visto. Depois eu voltei a ter uma família, pequena, mas é uma família. A vida é assim. A gente tem tudo. A gente perde tudo. E precisa continuar viva." Acho que ela estaria muito certa: a gente tem tudo e a gente perde tudo.

3D


6 de outubro de 2012

Salada no Vidro

Pode ser uma ideia prática para quem tem refrigeração no escritório.
Dica para o Verão.


5 de outubro de 2012

O que acontece, Leão?

De repente as máquinas ficam doidas, os Sony Vaio, de casa e do trabalho, resolvem quase que literalmente ir para o espaço. Não obedecem as minhas ordens, meus comandos. As plataformas de conteúdo entram em defeito. O que causou? "Foi meu dedo no botão errado?" - perguntei ao programador. "Não, hardware tem dado muito defeito ultimamente" - diz ele tranquilo. A internet está lenta, os dados não sobem tão rápido; mas descem que é uma beleza. Colapso à vista nas bandas? Quem sabe... Meu mouse sem fio hoje parou de andar. Não corre pela tela nem por um decreto. O iPhone começa a dar sinais de exaustão e cansaço - mas já está na hora de aposentar? Não é possível. O iPad chegou, é maravilhoso, mas ainda não entrou na minha rotina total de trabalho, mais alguns dias talvez. Angústia. Angústia. O que acontece? Há dias em que não estou zen, não está tudo bem. O efeito é em cascata. E como administrar o que nos foge ao controle? Acordo antes da hora e não consigo levantar da cama. As horas passam. Atraso-me para o trabalho. O telefone toca, não tenho vontade de responder. Respiro. Respiro. A maldade do mundo, a insanidade do mundo estará batendo à minha porta? Assusto-me. Tenho que sair, mas não posso deixar que o desequilíbrio permeie minha pele, invada meu humor. Respiro. Respiro. Amanhã será outro dia. Penso nas estratégias de sobrevivência, truques contra o boicote. Acorda, Leão! Ruge e espanta essa angústia.

1 de outubro de 2012

Sair do comum. Ser com Sal

Primeiro: Sal é algo que sempre me chama a atenção. Primeiro, pelo gosto. Segundo, pelas cores - sim, hoje o sal tem cor, coisa que antigamente não existia. Terceiro, sal é sal! Sair do comum é ser com sal, é ter personalidade, ter sabor, verve. Um dos meus hábitos mais recentes é experimentar diferentes tipos de sal. Digamos que essas experiências, na verdade, nos sequestram do comum e nos levam para um mundo mais divertido, criativo, mais alegre. Alegrar o espírito é um talento.

Segundo: Encontrei C. na sexta-feira. Fomos tomar um drink e comer algo. Tirei da bolsa o sal vermelho que comprei para dar de presente. Vermelho, cor da paixão, cor da vida, do sangue. Para mim, vermelho é uma cor de alegria, felicidade. Sal vermelho: o máximo do incomum e com particularidade. C. me contou certa vez que tem somente duas panelas. Humm, quem sabe o sal faz a família da kitchen crescer? Neste fim-de-semana, além do sal vermelho, vi que C. levou para a cozinha o azeite trufado. Será que em breve sai um jantar? Há certos toques mágicos que provocamos na vida dos outros que satisfazem o coração, de graça, sem retornos ou segundas intenções. Tão bom fazer esse carinho nos amigos, cada vez mais raros hoje em dia. 

Terceiro: Domingo foi dia de almoço fora. O céu estava lindo, azul de brigadeiro - não brigadeiro doce. Sob o sol, almoçamos, confortavelmente, saciando nossas fomes, enquanto o povo se preparava para o FlaxFlu. Compassadamente, falamos sobre o hóspede, sobre os negócios, sobre os projetos, sobre o sol, sobre pessoas, sobre nossas realidades íntimas. Desta vez os dispositivos móveis não compareceram ao almoço. Mapeamos o mundo na mesa, falamos das viagens - aquelas feitas e as que ainda nos aguardam. Guardo nas páginas do livro da vida a imagem dos olhos brilhantes, mais corajosos, mais sagazes - estão se transformando em olhos de leão, de um verde dourado. Vou montando um móbile de Calder, com as peças que surgem a cada dia: negras, vermelhas, amarelas, azuis, roxas, verdes, brancas. Formas abstratas, animais desconhecidos, peixes, seres voadores. E não é assim que vemos o outro, a nós? Sem cores e formas a vida fica sem graça, fica sem sal...e sem açucar :D