23 de janeiro de 2011

Reaprendendo com o desapego


Há quase 3 anos atrás, quando vim para este apartamento no Cosme Velho (RJ), minha proposta era não acumular nem matéria, nem sentimento. Demorou até eu ter uma cama, na verdade um colchão de ar - que eu adoro! Nada de televisão, para não me distrair. Comprei um fogão, que nunca liguei, nem usei, acabei dando. Ficava encantada ao ver as paredes brancas em contraste com a rede rosa e o tapetão colorido. Há mais de 1 ano, enchi a casa de coisas; se preciso delas ou não, não tenho bem certeza. Seja como for, depois dessa tragédia toda na Serra do Rio de Janeiro, lugar que conheço e no qual depositei muitos dos meus sonhos mais jovens, volto a ter mais fortemente esse desejo de desapego. Hoje retirei muita coisa da casa. Aos poucos as paredes aparecem de novo. Na cozinha, que ainda permanece sem fogão, deixarei apenas as peças utilitárias, alguns talheres, minhas queridas facas, a geladeira, meia dúzia japonesa de 5 livros de gastronomia - apesar de não mais cozinhar. O sofá...acho que não preciso dele, ocupa muito espaço - não sei onde estava com a cabeça quando o comprei. Na próxima semana, vou comprar grandes organizadores, para guardar meus pertences, para a mudança que estou planejando. A próxima casa, com bastante calor e claridade, prometo, terá paredes nuas, poucos objetos, o essencial para se viver. Assim vou amadurendo.

6 comentários:

Vilma Goulart disse...

Como assim...não tem mais fogão?? Onde você prepara o café, por exemplo? (rsss)

Nelida Capela disse...

O café faço na cafeteira :o)

Valéria disse...

E o arroz com feijão do nosso dia a dia?

Bel disse...

Sou fã do desapego, mas sem exageros...

Nelida Capela disse...

A cozinha de nosso dia a dia inexiste lá em casa :o)

Ana Carla disse...

Tá certa!Ficar limpando gordura..gastando dinheiro com conta de gáz!!Quisera eu não ter que limpá-lo.(ass.irmã)