4 de dezembro de 2010

Marrom Glacê - o verdadeiro


Desde criança sempre adorei o marrom glacê - detesto a goiabada. Mas a primeira vez que experimentei o verdadeiro doce, feito com castanhas portuguesas, eu realmente me apaixonei. Foi como ter diante de meus olhos uma jóia, a mais rara. Foi como ter experimentado o maná ou a ambrosia dos deuses gregos. Quem me proporcionou essa experiência foi a querida amiga Kiki. A avó da Kiki, D. Maria Celina, tinha enviado para ela uma caixa. Kiki generosamente compartilhou! Segue abaixo a receita do site Cyber Cook:

Escolha 40 castanhas bem grandes e robustas. Tire as cascas grossas e retire as peles, deitando-as em água fervendo e deixando amolecer. Trabalhe sem deixar a água esfriar. Feito isso, coloque as castanhas, duas a duas, em quadrados de filó, e amarre com linhas, como trouxinhas. Então, pese as trouxinhas e, com o mesmo peso, pese a quantidade de açúcar. Deite as castanhas num tacho cubra com bastante água morna e deixe cozinhar até ficarem bem tenras, que cedam ao apertar com os dedos. Do açúcar, faça uma calda em ponto de pasta, com uma fava de baunilha. Escorra as castanhas e deite-as bem quentes na calda também quente, leve-a a tomar ponto de novo e guarde. No dia seguinte, repita a operação, juntando 1/2 kg de açúcar e guarde. No terceiro dia, leve o tacho ao fogo, apure mais o ponto e retire as castanhas para uma peneira. Junte as partidas, a fim de colocá-las com a calda. Leve de novo a calda ao fogo, tome ponto de açúcar e enrole-os em papel alumínio. No dia seguinte o açúcar se funde e elas ficam no ponto. 

No Brasil é difícil obter-se Marrons Glacês perfeitos, porque só importamos "chataignes", enquanto na Europa os marrons glâces são grandes e redondos.


Um comentário:

werlang gastronomia disse...

Nao existe doce mais delicioso no mundo do que este.Uma caixa e pouco.
Bj