9 de novembro de 2010

Enquanto não durmo...


os minutos e as horas passam por debaixo da minha janela. Oceanos de letras se acumulam em minha frente: jornais, revistas, livros, fragmentos de textos, hipertextos, palavras. Ainda enquanto não durmo, uma bicicleta pede para passear, girafas e elefantes disputam a porta. Sons ordinários preenchem a madrugada, tic tac tic tac na cozinha que não funciona. Entre uma tela e outra, Twitter, Facebook, Blogger, Joomla, Wordpress, tweets, posts, links, cutucadas, convites, compartilhamentos, opiniões, encurtamento do eu. O mundo roda nas páginas estacionadas em minha poltrona amarela - se fosse bolsa, caberia tudo: a nova classe média, lixo que vai para lugar impróprio, ciclovias e estações de trem, sinal inicial de Alzheimer, lanternas vermelhas, sudoku, "só trabalho com que amo(...) acho que é necessário amor" - Bete Coelho. Somos todos passageiros? No Metrópole, pane parou o metro - que perdeu o acento na velocidade. Estado de São Paulo, Folha de São Paulo, O Globo...JB só online: Pentágono está em busca de neuroarma; falar com  Dalai-Lama é ruim para os negócios. Durmo. Acordo. Tudo de novo. Acho que estou virando máquina.

2 comentários:

Rita Braune disse...

De vez em quando é preciso uma vida mais analógica, natureza.
Vamos pra Rio Bonito de Lumiar!!!
Bjssssssssssssss

werlang gastronomia disse...

Nelida,
Enquanto voce nao dorme, eu durmo com barulho do mar, as folhas das bananeiras que cintilam o vento embaixo da minha janela de um lado. Do outro, linda montanha cheia de vida e prosperidade!
Fique bem,
Um beijo,
Re