9 de dezembro de 2009

Tempo Tempo Tempo

Quando eu tinha menos idade, tinha mais tempo para desfrutar da vida, mas sem saber como. O tempo foi passando e eu aprendendo a conviver com ele. Depois dos trinta e cinco, abandonei o relógio. Com mais idade, mas ainda pouca o suficiente para saber como desfrutar da vida, procuro pelo tempo a cada esquina, tentando não perdê-lo de vista. O tempo é um grão de areia que cai-me das mãos e perde-se no deserto. Quando vou aprender a reter Cronos, sem guerras, mas com a harmonia de uma sábia? PS: este post é uma breve reflexão particular sobre o tempo, que em duas semanas fugiu de mim e se refugiou no outro lado do planeta. Talvez na próxima semana ele volte a me encontrar.

4 comentários:

Rita Braune disse...

que bela inspiração e lindo txto Nelida !

Vilma Goulart disse...

Nélida, a falta de tempo será o tema do primeiro evento que vou organizar num espaço cultural aqui em Laranjeiras, o Kreatori. Decidi escolher este assunto exatamente porque vejo que estamos todos correndo atrás do tempo. (rss)

BJ

werlang gastronomia disse...

O dito tempo, passa sem ao menos voce perceber que perdeu tempo, ou ganhou sem pressa de perder mais tempo.
Vivemos no tempo. O grao de areia no deserto corre o tempo todo atras do tempo, tentando recuperar o tempo da ultima tempestade de areia que chegou num tempo, sem tempo de avisar que viria. Eu vivi no meio de um deserto, voce sabe! E vi o tempo passar com o grao de areia.Adorei! Beijo, Re

Nelida Capela disse...

A todas que fizeram os comentários, meu obrigada especial.Cada uma, do seu jeito, contribui para a reflexão do Olhar Nômade.