17 de junho de 2009

Carrinho de Mão à Moda Vanderbilt

Carrinho-de-Mão (com hífen ou sem hífen - acho que vou ter que me render ao Acordo Ortográfico para não correr o risco de passar vergonha) me lembra pré-adolescência, quando meus pais carregam a mim, meus irmãos e nossos colegas do IPLC (Instituto Padre Leonardo Carrescia - apesar de ter padre no nome, o colégio era de freiras) para a casa de praia que tínhamos em Rio das Ostras. Carros apinhados de jovens. Só os meus pais de adultos. Que coragem! Voltando ao carrinho-de-mão, na época em que minha avó argentina morava lá, eu dizia logo para os amigos: "não esqueçam de dar bom dia, boa tarde, boa noite; é falta de educação se não disser e minha avó vai ralhar!". Sempre tinha um ou outro que esquecia. O resultado: uma avalanche de códigos de etiqueta à Amy Vanderbilt. Minha avó nunca tolerou gente mal educada. Nessas mesmas ocasiões, como a casa sempre estava em obra - parecia uma igreja - para disciplinar o espírito da juventude, minha avó sempre nos colocava para carregar pedras, tijolos, grama ou o que quer que fosse no carrinho - "isso evita a preguiça, o pior dos pecados!". Na época era uma loucura, éramos jovens. Mas no fim, certas maluquices dessas forjaram um espírito mais forte em nós. Quem não irá se lembrar e sorrir com tais lembranças?

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