2 de abril de 2009

Do blog Samsara: reconhecer o mal em nós

Assim como os
Budas perfeitos sabem
As maldades que tenho cometido,
Eu as revelo.
Daqui em diante não mais farei isso.
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O significado da última estrofe é que, não sendo onisciente, uma pessoa não conhece todas as maldades que já cometeu ao longo de um ciclo sem início de vidas. Então, ela faz uma confissão geral de todos os maus atos que os seres oniscientes sabem que ela cometeu.Implicitamente, a mensagem importante comunicada aí é que é impossível esconder os atos negativos.Já que a negação é uma das mais nocivas defesas contra as forças interiores, a noção budista geral de que ao longo de muitas vidas cometemos todo tipo de maldade -- e temos, em nossos fluxos mentais, forças nos predispondo a isso novamente -- fornece uma perspectiva saudável.Certamente, não evita a negação em todos os níveis (já que as profundezas de nossa própria depravação não são fáceis de reconhecer), mas abre caminho para o reconhecimento consciente do que jaz abaixo da superfície.Revelar, confessar todas essas maldades é afirmar sua presença, enfraquecendo assim a força da negação e fortalecendo o ego como o árbitro, em vez de a vítima, dessas forças.
Jeffrey Hopkins"Tantric Techniques"

2 comentários:

Rita Braune disse...

O mal existe?

Alemanha, inicio do século 20. Durante uma conferência com vários universitários, um professor da Universidade de Berlim desafiou seus alunos com esta pergunta: “Deus criou tudo o que existe?"

Um aluno respondeu valentemente: "Sim, Ele criou."

"Deus criou tudo?", perguntou novamente o professor. "Sim senhor", respondeu o jovem.

O professor respondeu, “Se Deus criou tudo, então Deus fez o mal? Pois o mal existe, e partindo do preceito de que nossas obras são um reflexo de nós mesmos, então Deus é mau?"

O jovem ficou calado diante de tal resposta e o professor, feliz, se regozijava de ter provado mais uma vez que a fé era um mito.

Outro estudante levantou a mão e disse: "Posso fazer uma pergunta, professor?", "Lógico", foi a resposta do professor. O jovem ficou de pé e perguntou: "Professor, o frio existe?"

"Que pergunta é essa? Lógico que existe, ou por acaso você nunca sentiu frio?" respondeu ele.

O rapaz respondeu:" De fato, senhor, o frio não existe. Segundo as leis da Física, o que consideramos frio, na realidade é a ausência de calor. Todo corpo ou objeto é suscetível de estudo quando possui ou transmite energia, o calor é o que faz com que este corpo tenha ou transmita energia. O zero absoluto é a ausência total e absoluta de calor, todos os corpos ficam inertes, incapazes de reagir, mas o frio não existe. Nós criamos essa definição para descrever como nos sentimos se não temos calor"... "E, existe a escuridão?" Continuou o estudante. O professor respondeu: "Existe."

O estudante respondeu: "Novamente comete um erro, senhor, a escuridão também não existe. A escuridão na realidade é a ausência de luz. A luz pode-se estudar, a escuridão não! Até existe o prisma de Nichols para decompor a luz branca nas várias cores de que está composta, com suas diferentes longitudes de ondas. A escuridão não! Um simples raio de luz atravessa as trevas e ilumina a superfície onde termina o raio de luz. Como pode saber quão escuro está um espaço determinado? Com base na quantidade de luz presente nesse espaço, não é assim? Escuridão é uma definição que o homem desenvolveu para descrever o que acontece quando não há luz presente”

Finalmente, o jovem perguntou ao professor: "Senhor, o mal existe?"

O professor respondeu: "Claro que sim, lógico que existe, como disse desde o começo, vemos estupros, crimes e violência no mundo todo, essas coisas são do mal." E o estudante respondeu:

"O mal não existe, senhor, pelo menos não existe por si mesmo. O mal é simplesmente a ausência do bem, é o mesmo dos casos anteriores, o mal é uma definição que o homem criou para descrever a ausência de Deus. Deus não criou o mal. Não é como a fé ou como o amor, que existem como existem o calor e a luz. O mal é o resultado da humanidade não ter Deus presente em seus corações. É como acontece com o frio quando não há calor, ou a escuridão quando não há luz."

Por volta dos anos 1900, este jovem foi aplaudido de pé, e o professor apenas balançou a cabeça permanecendo calado. Imediatamente o diretor dirigiu-se àquele jovem e perguntou qual era seu nome? E ele respondeu: "ALBERT EINSTEIN".

Nelida Capela disse...

Rita: obrigada pelo comentário, não conhecia essa passagem da vida de Einstein. Não deixe de visitar o Olhar Nômade e contribuir.