26 de março de 2009

Childhood (2)

Roda Gigante...minha mãe conta que em São Paulo, certa vez, durante um almoço, ela quis andar de roda gigante, num parque ao lado do restaurante. Minha avó argentina, que morria de amores pela filha única (que sofrimento deve ser "ser" filha única), levou minha mãe até o parque, que estava fechado. Mandou abrir, pagou para a filha desfrutar o quanto quisesse do brinquedo, sozinha. Durante o tal almoço de estrangeiros, minha avó, uma índia quíchua, se aborreceu e saiu dando tamancada em todo mundo (lembrem que naquela época as mulheres elegantes usavam sapato plataforma, minha avó era uma mulher de seus 1,80 e tal, calçava 38 ou mais, não me recordo). Dizem que foi um estrago... rio sozinha, com os olhos cheios de água, imaginando a cena. Detalhe, minha mãe ficou esquecida lá em cima, rodando, rodando, rodando. Acho que ela devia ter uns 12 anos, foi na época que vovó passou um tempo no Brasil. De fato, as Maldonado não deixam barato mesmo. Não lembro de minha mãe contar tal história com mágoa, ao contrário. Eu herdei a história e conto-a com uma pitadinha de exagero, para dar graça...uma graça que em raríssimas ocasiões temos o prazer de experimentar. Hoje não se contam histórias, histórias verdadeiras mesmo. Histórias com humor. Que tal tirar do seu baú uma história para contar?

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