24 de março de 2009

Adoro Erik Satie - Um homem de músicas misticamente curiosas

Foi um homem que media 1,67 m. Era famoso por possuir 12 idênticos ternos cinza de veludo e fazer coleção de guarda-chuvas e cachecóis. Detestava sol. Tinha mania de comida branca: arroz, ovo, peixe, nabo, queijo. Amou uma única mulher em toda a sua vida. Caminhava nove quilômetros todos os dias para ir tocar em Montmartre. Tocou no Le Chat Noir. Foi um dos precursores do minimalismo, abolindo as estruturas complexas e sofisticadas, com absoluto despojamento e simplicidade da forma. Seu primeiro exemplo foi uma peça formada por 32 compassos que se repetiam 840 vezes. Foi grande amigo de Picasso. Místico da Ordem Rosa Cruz. Depois fundou a sua própria Ordem, da qual foi seu único seguidor. Sua música pode ser tocada em variações de Sitar e Tabla, instrumentos da música clássica indiana, por exemplo, a Gnossienne n.1. Adoro estas séries: a Gnossiene e a Gymnopédie. Piano. Seu som explora o mundo dos sonhos e do subconsciente, magicamente, de forma hipnotizante. Ouçam. Um homem além do seu tempo: fez a música de ambiente, a minimalista, o ragtime, a surrealista incorporando sons inusitados como os de uma máquina de escrever. Erik Satie foi músico e pianista francês. Também pintava e fazia caricaturas. O tempo abre certas janelas na História da Humanidade. Dessas fendas nascem gênios. Esses gênios retornam à Terra cada vez mais raramente, me parece.

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