20 de fevereiro de 2009

Theodoro voltou para sua antiga família - Partes 2, 3 e 4

Parte 2
Há quase um ano atrás, Amelia Gonzalez encontrou na Rua das Laranjeiras um cachorro simpático e destemido. Esse cão se abaixou quando um ônibus passou por cima dele. Isso chamou atenção de Amélia, que o pegou na coleira e o levou até a Pet Amigo Meu, em frente à igreja de São Judas Tadeu, no Cosme Velho. Tosado, de banho tomado, magrinho, machucado e assustado, Theodoro ficou à espera de alguém que o adotasse. Passei lá e Theodoro me adotou. Demoraram duas semanas para que eu desse o nome, pois até então não conseguia vê-lo como cão. Aprendi a conviver e a viver com Theodoro, que dava susto nos vizinhos, quando, de repente, aparecia latindo na janela. Um vizinho chegou a se queixar através de carta comigo. No prédio os vizinhos adoravam Theodoro, que "falava" com todos pela janela.
Parte 3
Uma coisa sempre me chamou a atenção: os modos educados de Theodoro e o olhar dele quando parava no portão do prédio. Eu sempre imaginava que ele estava à espera de alguém. Eu enviei para Rejane a carteira de vacinação de Theodoro, assim como a caminha e os brinquedinhos dele. A coleira dele ficou com ela também. No mesmo dia 18, liguei para ela para saber como ele estava. Eles estavam bem e ela muito agradecida. Disse-lhe que se precisasse de algo, bastava entrar em contato. Se ele aparecer aqui em casa, eu já tenho para quem ligar.
Parte 4
O rapaz que recebeu a recompensa (pois dei assim mesmo) me disse que se eu tivesse corrido um pouco mais, eu não teria perdido o cão. Mas, pensando bem, eu nunca poderia interferir naquela felicidade. Foi um previlégio "levá-lo de volta"ao antigo lar. Foi uma felicidade ter a companhia de Theodoro no momento mais frágil da minha vida. Era ele quem me levava para passear, por exemplo, quando eu não tinha vontade de sair à rua. Quando o retirei da veterinária, na verdade, quem estava doente e abandonada era eu. Vejo, sensivelmente, que a missão dele foi entrar na minha vida, me curar e voltar para o seu destino. Vai entender os caminhos mágicos e místicos da vida.

5 comentários:

Euzinha! disse...

Oi Nélida,
li as 4 partes sobre a volta de Theodoro para a família.
Que história incrível!!!
Imagino a saudade que você esteja sentindo... mas é exatamente o que você falou, ele entrou na sua vida para te curar, trazer você para o momento atual.

Lindo! Parabéns por ter vivido esta experiência.

Ahhh, você está sumida.. aparece lá pelo meu canto.
Beijo!

lilly disse...

nelida, que triste...
nem imaginava que theodoro não fosse seu desde sempre.
por outro lado, quem o prdeu, sentiu a falta do companheirinho.
é mto dificil.
nem imagino perder a loba, ela é uma boba, morreria de saudade de mim.
vá ve-lo de vez em qdo, ele vai ter saudade de vc.
bjs no coração
li

Nelida Capela disse...

Pois é...a vida nos ensina cada coisa! Euzinha: vou aparecer lá! Lilly, dá para imaginar o quanto a família ficou feliz com a volta de Theodoro/Fifo...trocamos telefone. A D. Norma passou aqui na sexta-feira para me conhecer e contar a história toda do Fifo. Confesso: muito estranho chegar em casa e não ter o Theodoro para me receber com aqueles olhos sorridentes e a patinha pulando.

lilly disse...

falando de uma forma bem egoista...ele estava perdido para a familia, eles poderiam deixa-lo com vc nesta fase da vida dele.

Nelida Capela disse...

Talvez, Lilly. Mas se ele procurou a família...não posso interferir.Eu acho.