19 de fevereiro de 2009

Theodoro voltou para sua antiga família - Parte 1

(Theodoro em Julho de 2008)
(Theodoro em Fevereiro de 2009)
Parte 1
Nesta última quarta-feira, dia 18 de fevereiro, aconteceram fatos mágicos e místicos na minha vida. Fui jogar o lixo fora, no 1º andar do prédio. Theodoro saiu para o corredor, como sempre faz. Ao invés de voltar para casa, saiu para o pátio, pois a porta de saída estava aberta - não tive tempo de segurá-lo. Do lado de fora, chameio-o. Ele olhou, prestou atenção e foi embora. Histérica, larguei os sacos de lixo no chão. Fechei a porta do apartamento e fui para a rua. Estava um tumulto na porta do prédio, Theodoro passou e ninguém viu. Na rua, pânico. Eu não sabia se subia ou descia o Cosme Velho. Uma vez ele fugiu e desceu para a Rua das Laranjeiras. Desci. Um rapaz me viu com a guia na mão e perguntou se eu estava atrás de um cachorro branco. Disse-lhe que sim. Ele me disse que Theodoro tinha subido o Cosme Velho, tinha passado da casa dos Marinho. Saí correndo. Pensei: "ele deve ter ido à rua Indiana". Sempre levo ele lá para passear. Quando cheguei na guarita do segurança, o rapaz informou que ele não tinha entrado na rua, mas tinha subido mais ainda o Cosme Velho. "Aquele casal ali estava com ele!". "Ei, cadê o cachorrinho?". O rapaz respondeu: "Já passou, tá lá na frente". Subi correndo a ladeira. Alcancei o casal. O rapaz disse: "tia, se eu pegar o cachorrinho, a senhora dá recompensa?". Não tive dúvida, disse-lhe que sim. E começou a história surreal daquela quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009. Avistei Theodoro e uma meia dúzia de rapazes correndo atrás dele. Ele, muito arisco, desviou de todo mundo e subiu para o Cerro-Corá. Bom, vamos lá, correr atrás do Theodoro. Passei por vielas que nunca imaginei adentrar. Eu não tinha visto mais o Theo, mas sabia que ele corria, atrás dele o rapaz contratado e atrás do rapaz, eu. Não vou entrar no detalhe do que é uma pessoa diferente correndo que nem louca nas vielas de um morro ou favela. Tive que explicar o que fazia lá. Pois a cena toda era surreal. Se alguém me contasse uma história maluca dessas, eu duvidaria. Mas, gente, isso aconteceu mesmo. Finalmente, o rapaz aliviado disse "pegamos ele, tia, pegamos ele". Estávamos na porta de uma residência. Uma moça surge na porta, chamando Fifo. Theodoro/Fifo atende e entra na casa. Eu entrei em estado de choque ou desapego, já nem sei. Resumindo a história, Theodoro voltou para a casa da sua antiga família, depois de ter passado quase um ano comigo. Eu não pude ser mesquinha e pedir a custódia do cão, uma vez que ele e a moça estavam felizes em se reencontrar.

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