17 de fevereiro de 2009

Centro do Rio de Janeiro

Na semana passada, precisei ir ao Centro do Rio de Janeiro. Passei uma parte da juventude nos prédios da Biblioteca Nacional, do Museu de Belas Artes, do prédio do Ministério da Cultura, do Real Gabinete Português, da Academia Brasileira de Letras, na biblioteca do Consulado Americano, na biblioteca da Maison de France, no Centro Cultural Banco do Brasil, na Casa França-Brasil. Bons tempos em que o mapa mental do Centro era preciso, com riqueza de detalhes. Agora, com a falta de hábito de andar por aquelas bandas, quase não consigo lembrar de onde parto e para onde vou. A velocidade do metrô me alucina. A quantidade de pessoas me causa vertigem. Para voltar a observar o movimento, sentei numa cadeira da grande loja da cadeia de alimentos (se é que podemos chamar aquela "comida" de alimento), aquela que tem esse M amarelão, que fica ali na Avenida Rio Branco com Rua Miguel Couto. Aproveitei e dei um pulo na Livraria Padrão, onde costumava comprar meus livros de latim, Teoria Literária, dicionários e outras raridades que vinham de Espanha e Portugal. Oh, saudade! O que faço com a saudade? Guardo-a no bolso e espero mais um século? Para frente ou para trás, utilizo-me de Borges para viajar no tempo? Ou utilizo-me de Dali e firme digo "siempre adelante!" ? O melhor é ter memória, história, isso é o que importa. Quanto ao tempo, ele corre, eu é que não vou apostar corrida com ele.

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