11 de dezembro de 2008

Um Anjo Voa para Mim na General Glicério - Luzes

Ontem à noite fiz um passeio para ver as luzes que enfeitam a General Glicério. Confesso que ainda não tenho o olhar de Laranjeiras, pois só consigo fotografar detalhes interessantes no Cosme Velho, Isabel Vidal que me perdoe por isso. Já dei um passo: pelo menos, consegui tirar algumas fotos com o pequeno Nokia6120.
Nunca acreditei em Papai Noel, apesar do esforço de minha mãe. Na verdade, sempre acreditei na minha avó argentina, que foi uma pessoa com espírito nômade e que não se rendia a essas histórias culturais natalinas que restringem (essa é minha opinião, gente!). Vivia várias culturas, nômade, trocando experiências com indivíduos de diferentes terras, todos estrangeiros como ela. Minhas memórias familiares?
Me chamou a atenção essa árvore em particular, com suas luzes piscantes e que me fizeram ver pessoas em seus ramos - será que eu tinha bebido muita cerveja? Acho que não, pois o olhar de cada indivíduo abstrai e enxerga aquilo que deseja e pode. Então, publico esta apenas, que me fez ver um ser alado, talvez um anjo, voando em minha direção.
Detalhe: a iluminação da rua é toda discreta, luzes brancas. Raríssimas coloridas, o que para mim causam objeção pela falta de minimalismo, criatividade e quase breguice. Me perdoem, sou muito franca.
Minha brincadeira seria: o que cada um enxerga nesse recorte?

2 comentários:

Nélida Capela disse...

Segundo Patricia Hubbard, o recorte é um "ser" bailando.

Solange Fonseca disse...

me pareceu uma pessoa meio desesperada, com medo. Bj Solange