3 de dezembro de 2008

A Estética da Falta de Nitidez

A viagem à Argentina que fiz no início deste ano foi inesquecível, em todos os sentidos. Mas, hoje observo que foi um retorno a mim. Sabe, quando em certos momentos da vida lembramos que somos um eu, independente do outro? Talvez seja uma estética da falta de nitidez que tenhamos de vez em quando, e escrevo na 1ª pessoa do plural, pois tenho certeza de que todo ser humano passa por isso.
Mas vamos ao que interessa. Tirei estas fotos e mais outras por volta das 11 da noite, quando voltava para a hospedaria no Lago Gutierrez, em San Carlos de Bariloche. A falta de nitidez deu um efeito interessante. Isso me lembra uma vez, na Livraria Timbre, quando me deparei com um livro do Waltercio Caldas chamado Velázquez. O livro tinha as imagens todas embaçadas (demorei para utilizar esta palavra no texto pois me convenci a levantar da cadeira e consultar o Caldas Aulete para tirar a dúvida de como se escrevia corretamente tal palavra). Disse "Kiki, temos que tirar este livro da loja, ele está com defeito...que absurdo, a editora não viu, ninguém viu isso?". Santa ignorância a minha, estava lá a estética que descobri anos mais tarde.
Até que ficaram interessantes, não? O que vocês acham?

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