12 de novembro de 2008

Estética da Grafia

A beleza da palavra grafada e do mantra recitado: Om Mani Padme Hum.

Uma explicação sobre o mantra de seis sílabas, Om Mani Padme Hum:

Om mani padme hum é um dos mantras do Budismo; o mantra de seis sílabas do Bodisatva da compaixão: Avalokiteshvara. De origem indiana, de lá foi para o Tibete. É o mantra mais entoado pelos budistas tibetanos. Suas sílabas são fonte para todas as qualidades e para a mais profunda alegria. Cada uma das seis sílabas elimina venenos da consciência humana. Significa: Recebemos a jóia da consciência divina no coração do lótus, no centro do nosso chakra da coroa.

Om fecha a porta para o sofrimento de renascer no reino dos deuses. O sofrimento do reino dos deuses surge da previsão da própria queda do reino dos deuses [isto é, de morrerem e renascerem em reinos inferiores]. Este sofrimento vem do orgulho. Ma fecha a porta para o sofrimento de renascer no reino dos deuses guerreiros (sânsc. asuras). O sofrimento dos asuras é a briga constante. Este sofrimento vem da inveja. Ni fecha a porta para o sofrimento de renascer no reino humano. O sofrimento dos humanos é o nascimento, a doença, a velhice e a morte. Este sofrimento vem do desejo. Pad fecha a porta para o sofrimento de renascer no reino animal. O sofrimento dos animais é o da estupidez, da rapina de um sobre o outro, de ser morto pelos homens para obterem carne, peles etc., e de ser morto pelas feras por dever. Este sofrimento vem da ignorância. Me fecha a porta para o sofrimento de renascer no reino dos fantasmas famintos (sânsc. pretas). O sofrimento dos fantasmas famintos é o da fome e o da sede. Este sofrimento vem da ganância. Hum fecha a porta para o sofrimento de renascer no reino do inferno. O sofrimento dos infernos é o calor e o frio. Este sofrimento vem da raiva ou ódio. Om Mani Padme Hum.

(Adaptado de Thinley Norbu, The Small Golden Key to the Treasure of the Various Essential Necessities ofGeneral and Extraordinary Buddhist Dharma. Traduzido por Lisa Anderson. Boston: Shambhala, 1999. Pág. 101.)

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